Max Euwe é uma das pessoas mais importantes da história do xadrez mundial. Não só foi Campeão Mundial, como escreveu um sem-número de livros e artigos, publicados ao redor do mundo em muitas línguas. Além disso, ele destacou-se como dirigente esportivo. Foi presidente da FIDE, a Federação Internacional de Xadrez, de 1970 a 1978, sendo até hoje o único enxadrista a ter sido Campeão Mundial e Presidente da Fide. No papel de presidente, salvou o emocionante ‘Encontro do Século’ entre Robert Fischer e Boris Spassky, em Reiquiavique, no ano de 1972.

Depois de vencer vários títulos holandeses, Max Euwe derrotou Alexander Alekhine em 1935, e tornou-se Campeão Mundial. Para muitos, sua vitória foi surpreendente. Alekhine vinha de um longo período com pouquíssimas derrotas. Sua conquista criou um tremendo entusiasmo na Holanda. Repentinamente, o xadrez tornou-se popular. Em 1937, Alekhine retomou o título numa revanche. Até a sua morte em 1981, Euwe permaneceu fiel ao xadrez.

Como presidente da Fide, ele foi incansável e viajou por todo o mundo. Durante a sua gestão, o número de países filiados cresceu rapidamente, especialmente na Ásia e na África. E é este o espírito do ‘Ideal Max Euwe’: a divulgação do xadrez por todos os continentes. Aí está a razão por termos, em nosso torneio, ao menos um representante de cada um deles. Também fez diversas visitas ao Brasil, tanto como jogador como dirigente, tendo realizado simultâneas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza.

Na Holanda ele continua muito famoso, mesmo depois de 27 anos após a sua morte. Na capital holandesa, atrás do famoso Leidse Plein, os enxadristas podem encontrar o Max Euwe Plein, muito agradável e bonito e em que encontramos uma bonita estátua do nosso homenageado. Muitos clubes de xadrez levam o seu nome.