
ANO SABÁTICO Luiz Vasconcelos Loureiro -- 9.jul.2009 - 10h56 UM ANO SABÁTICO?! MF Luiz Loureiro Hoje, depois de quase um ano inteiro sem escrever para meus nove fiéis leitores, aos quais desde já peço encarecidas desculpas se sentiram minha falta(!), gostaria sinceramente de justificar esse doloroso afastamento revelando que teria passado por algo extraordinário. Que, por exemplo, eu teria ganho na loteria (mentira!), ou me tornado treinador do Anand (maior mentira!), ou me casado de novo e reformado o apartamento (verdade!), e sido eleito síndico do meu prédio (apesar dessa maluquice extrema que pratiquei, é verdade!), ou estar proletariamente sobrecarregado como professor de xadrez, dando o máximo de aulas (sempre há mais contas a pagar do que recursos para saldá-las!), mas nada do que eu falasse a respeito esconderia a verdadeira causa de que senti uma necessidade extrema de ficar calado por certo tempo... Ao custo de refrear minhas opiniões irrequietas e o desejo de analisar ocorrências e eventos os mais diversos e importantes no xadrez e, também, um pouco fora de nosso típico ambiente, preferi me distanciar deles e, consequentemente numa certa medida, também das pessoas e, assim, permanecer silente! Um “ano sabático” normalmente significa uma ampla licença de quase tudo que marca e escraviza o cotidiano de alguém e a maravilhosa e compensatória sensação libertária de ir fazer o que nos dá prazer e gozar plenamente a curtição de viver “solto”, até “sem lenço e sem documento”, e fazer aquilo que mais curtimos, que mais adoraríamos fazer e nunca se conseguia realizar! Bem, esse não foi (que pena!) ainda o meu caso e se o futuro me premiar com tal destino, então emudecerei outro período. Esse, que acaba hoje, foi uma pausa para reflexão e auto-exame, além da simples exigência física que acomete alguém que assume compromissos demais e se vê obrigado a sacrificar alguma coisa... Então, que meus nove seguidores – se ainda me acompanham!? – fiquem informados que reassumi a trombeta de minhas crônicas e colunas. O som da minha voz volta a soar a partir desse site, com a renovada esperança de compartilhar o que aprendi e ajudar na interpretação de algo interessante que ocorre, no dia a dia comum ou na “grande história” do nosso amado jogo dos dois reis. Como sempre fala o nosso colega de tabuleiro, Arnold Schwarzenegger, em todos os seus filmes: “Eu voltarei!”. Pois bem, voltei! Decreto o fim da farra e da esbórnia! Como se tivesse sido uma farra e um prazer ficar esses nove meses sem falar de xadrez com vocês... Luiz Loureiro lvrlx@uol.com.br Atibaia – SP 7 Julho 2009 |
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