Xadrez Escolar - Registro de Projetos no Brasil
Luiz Vasconcelos Loureiro -- 15.fev.2005 - 15h36

XADREZ ESCOLAR

Luiz Loureiro

 Definição.
Embora pareça óbvio aquilo que se entende por Xadrez Escolar, penso que se deva dar, se não uma definição formal e completa propriamente, pelo menos um delineamento do que se entende por essa expressão e o que ela envolve. Basicamente, a proposta de Xadrez nas Escolas, seja em estabelecimentos privados ou públicos, visa oferecer o ensino programado do jogo aos alunos da rede de ensino. As condições em que esta “disciplina” é oferecida em cada ocasião (programa amplo que atinge várias escolas; projeto-piloto em poucas unidades; experiência isolada num único colégio; etc.) varia conforme seus objetivos, a condição e relação dos alunos com a “matéria” e sua eventual vinculação a outras disciplinas, além do suporte logístico e até ambições políticas!. Assim, é possível encontrar o Xadrez  Escolar sendo ministrado como atividade opcional extracurricular, sem valer como conceito ou exigindo nota e aprovação e podendo mesmo ser praticado como mera recreação. Em outros casos, a instituição inclui a disciplina em atividade correlata à Educação Física, podendo ser uma alternativa para os alunos que preferem dispensar as aulas típicas dessa última. E, assim, pode exigir desempenho dos alunos quanto à assimilação do conteúdo e envolver notas, conceitos e até aprovação e reprovação. E ainda podemos ter escolas usando o xadrez como tema pedagógico para introduzir questões de História, Matemática e Informática. Em poucas situações, o trabalho é orientado para “formar campeões” e alcançar resultados técnicos destacados. Normalmente, o ensino específico do xadrez se reporta `a introdução do jogo, apresentação de componentes (tabuleiro e peças), regras completas, técnica essencial (valor relativo das peças, mates elementares, etc.), comportamento e etiqueta, conceitos de estratégia e tática e condução diferenciada nas três fases da partida. Enfim, um curso básico de xadrez.
 Algumas Experiências Brasileiras.
É citado que o primeiro curso de xadrez escolar foi implantado no país em 1967, na cidade paulista de Araraquarara, sob a responsabilidade de Taya Efremoff, uma enxadrista duplamente pioneira por ter sido a primeira mulher no Brasil a atingir a condição de Mestre Nacional e também ter sido uma “postalista” (xadrez postal) de primeira hora. Taya organizou um curso para alunos de certas classes da 3ª e 4ª séries do primeiro grau, numa escola daquele município.
Como há grandes hiatos no registro de experiências nesse campo do xadrez escolar (falta pesquisa e faltou também a atitude correta e o trabalho respeitoso e paciente de registro de federações e confederação para relatar e acompanhar, em cada caso, tão importante trabalho de base!) somos obrigados a saltar para fins dos anos 1970 (1978!?), no Rio de Janeiro - RJ. Lá, vamos encontrar um projeto quase suntuoso, batizado de “Cuca Legal”, que tinha como núcleo-sede o Colégio Pedro II, uma escola federal (depois de uma passagem por um pequeno clube sócio-esportivo do subúrbio, o Esporte Clube Garnier), com amplas instalações em sua seção São Cristóvão. Nela, o coordenador geral do projeto, Amâncio de Carvalho, com apoio e patrocínio da Fundação Roberto Marinho (!!), instalou uma “mega-sala” de xadrez, com mais de 60 mesas oficiais e todo o material adequado, nas quais os alunos do projeto – não apenas estudantes do Pedro II --  tinham aulas de xadrez com instrutores contratados. Já em 1979, com a realização do I Torneio Cuca Legal viu-se com clareza que metas de massificação do xadrez eram factíveis até no curto prazo: o evento atraiu 190 (!!) jogadores para a categoria juvenil masculino, cerca de 20 no infantil e umas 10 meninas. Este certame foi bisado em 1980, com números ainda maiores. Naquele mesmo ano, através da filiação de jogadores ao Garnier, Amâncio conduziu jogadores formados no seu projeto a participar do Campeonato Interclubes do estado, na Classe C, alinhando 3 equipes completas, com 4 titulares e 4 reservas, em cada uma. Em 1980, já havia times do projeto competindo na Classe acima, a B. A partir de 1983, um mudança importante ocorreu no esquema do projeto com a filiação dos enxadristas à Federação por meio de uma nova agremiação: a AARG - Associação Atlética Rede Globo (!!). Isso mesmo: os garotos revelados no Cuca Legal passaram a ser atletas oficiais compondo o “clube esportivo” da Rede Globo de Televisão. A ligação e proximidade da Fundação Roberto Marinho (patrocinadora do Cuca Legal) com a rede Globo de Televisão dispensam explicações, exceto a mais sumária de pertencerem ao mesmo dono!
Além disso, Amâncio vinculou a esse esforço uma vasta montagem adicional, criando uma “Seleção Nacional Itinerante”, formada por jovens valores, que viajava pelo país realizando demonstrações e matches de treinamento com equipes estaduais na mesma faixa de idade. Os selecionados recebiam ajuda variada e suporte para treinar e evoluir tecnicamente. E articulou a realização de um torneio “Intercolegial” no estado do Rio de Janeiro e criou o Troféu Cuca Legal. E para coroar esse projeto grandioso, ainda realizou um concorrido evento internacional, chamado “Golden Pawn” (Peão de Ouro), na mesma cidade (Copacabana) e no ano de 1982. Os convidados a participar eram alguns dos jovens mais talentosos em idade escolar de seus países e que encontraram condições de organização quase que perfeitas; aliás, exigidas e garantidas inclusive pela imagem de qualidade geral de um dos patrocinadores, a IBM.(!?). Os dois vencedores finais foram os atuais GM Gretarsson, da Islândia, e Granda Zuniga, do Peru. No entanto, logo depois disso, todo o projeto foi encerrado?! Amâncio de Carvalho transferiu sua experiência e a idéia básica do núcleo de ensino para uma escola em Niterói – RJ - , naturalmente, sem dispor dos mesmos recursos, mas foi impossível encontrar relatos ou quaisquer dados desse trabalho posterior. Mesmo o atual site da Fundação Roberto Marinho não registra informação alguma  a respeito do seus projetos passados – nenhum!- e assim, lá nada consta sobre o Cuca  do Amâncio.
Com esse magnífico currículo de realizações, não surpreende que entre os valores revelados pelo projeto Cuca Legal, sobressaiam Wagner Guimarães Peixoto, várias vezes campeão da cidade e do estado do Rio de Janeiro, a MI Regina Ribeiro (vide dados mais abaixo), Márvio Salles, campeão da cidade de Niterói em 1994, 1996 e 2003, Jorge Chaves Torres e Sérgio Antenor de Carvalho, qualificados jogadores Classe A..
OBS.: Agradeço a Márvio Salles pelas preciosas informações que me passou sobre o Cuca Legal.
À mesma época, a Fundação Educacional do Estado do Paraná (FUNDEPAR) e a Federação Paranaense de Xadrez (F.P.X. – OBS.: cuidado para não confundir com a de São Paulo!?)  elaboraram um programa para ensino de xadrez nas escolas da capital. O GM Jaime Sunyê coordenou a feitura de um guia simples para oferecer sete cursos modelo e servir de orientação para os professores encarregados do curso. Em 1982, as mesmas entidades apoiaram um projeto equivalente para portadores de deficiência física. O trabalho encaminhado no Paraná chega a ser grandioso e de fundamental importância histórica e técnica para o estado e o país, já que 800 (!!) escolas, ao longo de duas décadas, receberam projetos e programas de ensino de xadrez. E ainda temos que considerar que, em paralelo, foram concretizados seminários temáticos (alguns internacionais), exibições e atividades especiais, além dos torneios escolares e os demais eventos do calendário da Federação Paranaense que serviam obviamente para estimular o desenvolvimento dos aprendizes escolares de xadrez. Um trabalho sistemático conduzido por um coordenador regular, o GM Jaime Sunyê, que nesse período, deve ter transferido muito do tempo, energia e concentração de sua  exitosa carreira pessoal para destiná-los à realização e gerência de todo esse programa que já se estende por mais de vinte anos!
Experiências individuais também devem ser apontadas. Assim, temos nos anos de 1978 e 79, o professor (e hoje doutor em Pedagogia do Xadrez e, pois, o mais destacado estudioso brasileiro do tema) Antônio Villar Marques de Sá atuando no Instituto de Educação Infantil, em Brasília – DF. Com ele, todos os alunos da 1ª  à 8ª séries do primeiro grau cumpriam uma aula semanal de xadrez, com a duração de 50 minutos. Ele repetiu o trabalho no Centro de Ensino de 1º Grau Rodolpho de Moraes Rego entre os anos de 1980 e 1982. E, em 1981, dois “clubes escolares de xadrez” foram fundados no Colégio Marista (1º e 2º Graus) e no Centro de Ensino Público de 1º Grau do Lago Norte.
No final da década, um novo “Cuca” (sem nenhuma outra relação com o anterior, exceto o nome e dois instrutores comuns!) foi implantado na capital do estado do Rio de Janeiro. A partir do ano de 1989, a Fundação Rio Esportes, um órgão executivo sujeito à Secretaria Municipal de Esportes, literalmente “colocou nas ruas” o projeto “Cuca Esperta”, para ensino de xadrez em comunidades, clubes, núcleos especiais e, principalmente, escolas do município. Sob a supervisão de André da Silva Barreto, e a tríplice coordenação desse redator, Luiz Loureiro (Pedagógico), Ricardo da S. Teixeira (Eventos) e Tufic Derzi (Administrativo), o projeto atingiu nos anos de 1990  e 1991 seu pleno funcionamento. Com apenas 13 engajados instrutores contratados (que mostraram, acima de tudo, respeito, garra e criatividade, sendo o fator decisivo para o sucesso de seu funcionamento), ele oferecia o ensino do jogo em 25 núcleos , sendo 20 escolas públicas da cidade, 3 “Casas de Acolhida” (locais mantidos pela Cúria Metropolitana para apoio a menores de rua) e dois núcleos especiais, sendo um a Associação de Surdos-mudos. Com  mural e material de jogo completo por cada sala de aula e um planejamento de calendário anual, o Cuca Esperta contabilizou no final do ano de 1991,  um total de cerca de 1800 alunos. Realizou, então, torneios individuais e coletivos com aproximadamente 300 crianças e jovens, que  participavam em categorias por idade, separados por faixas etárias de dois anos, e representando suas respectivas escolas e núcleos. Uma das experiências mais reveladoras e surpreendentes foi testemunhar um adolescente de 16 anos, abrigado numa das Casas de Acolhida e analfabeto, conquistar o terceiro lugar na sua categoria, com apenas um semestre de aprendizado no jogo!? O projeto também acertou convênios com alguns clubes e departamentos de xadrez da cidade, e  neles criou, de modo algo informal, “centros de excelência” para a garotada selecionada entre os mais destacados e motivados a se aprimorar e competir. Logo, foi proposto a esses clubes que, ao final de cada temporada, tanto das atividades do Cuca quanto da federação local,  eles “federassem” alguns desses talentos. O Tijuca Tênis Clube, através do seu então diretor de xadrez, Pedro P. Queiroz, percebeu a oportunidade histórica de renovação do xadrez local e da preservação desse trabalho de base e “federou” de uma só vez, 26 alunos do Cuca! Nos anos seguintes, uma equipe composta por eles, com a média de 14 anos, venceria o Campeonato Interclubes do Estado do Rio de Janeiro, na Classe C! E, para não deixar a suspeita de que isso havia sido fruto de  uma “chance lotérica”, a equipe foi bi-campeã no ano seguinte! Um de seus integrantes, Nilton dos Santos Rodrigues, venceu também o Campeonato Classe  C - Individual – da temporada. Dois outros – Júlio César Garcia e  Bruno Morier já são hexa-campeões (ainda pelo Tijuca T.C.), considerando todos os títulos que conquistaram nas Classes C e B, inclusive o do último evento, em 2003!
Os demais diretores de clubes e departamentos de xadrez da cidade não viram a importância dessa parceria tão produtiva e ignoraram o convite da Fundação para implementar essa seleção como uma ação regular anual. O então presidente da federação local, sequer compareceu à Fundação para conversar sobre essa derivação do projeto Cuca Esperta. Por sinal, com esse Cuca, até o xadrez feminino do Rio foi renovado, pois algumas alunas do projeto logo começaram a vencer provas além das categorias de idade a que pertenciam e assim, por exemplo, Mônica dos Santos Rodrigues (sim, ela é irmã do Nilton citado anteriormente!), depois de vencer o Campeonato Juvenil do estado, venceu também o Campeonato Feminino geral! Suas colegas, Daniele Morier (sim, também irmã do citado Bruno!?) e Fabiana de Sousa protagonizaram feitos semelhantes e Fabiana ainda segue vencendo campeonatos femininos no Rio, em anos recentes.
Um registro importante a fazer, relacionado com a história desse projeto nas escolas municipais da cidade do Rio de  Janeiro, é que  onde o Cuca Esperta foi implantado, em nenhum caso, os diretores e demais professores de cada uma das unidades, recusaram  aceitar o projeto ou cogitaram dispensá-lo, depois de instalado. Em momento algum, ao longo do período de 4 anos em que o Cuca Esperta funcionou, mesmo nas condições precárias e problemáticas do inicio, houve uma crítica dos responsáveis pelas escolas em relação ao xadrez ou ao conteúdo do curso, métodos de ensino e comportamento dos instrutores. Sempre demonstravam grande simpatia pelo jogo e sua imagem e respeito pelos valores históricos a ele associados e pelas propostas que o projeto trazia para os alunos. Inclusive, num procedimento de interesse tanto logístico quanto pedagógico, era critério interno do Cuca Esperta convidar e agregar um professor da própria escola que o sediava, para acompanhar a instalação do projeto, as aulas e o desenvolvimento do programa no local. E também para que ele aprendesse o jogo!? Este professor, então, se transformava num “colega” daquele que dava as aulas de xadrez – o instrutor de xadrez do Cuca Esperta - e  com ele trocava idéias e experiências sobre o curso e as atividades programadas e outras relações positivas que iam surgindo, pouco a pouco..
Contudo, no início de 1992, por algum superior “imperativo administrativo e orçamentário”, o Cuca Esperta foi suspenso pela Prefeitura da cidade e não mais renovado. O trabalho cessou.
A partir de setembro do ano passado (2003), uma ação especial, voltada para formação de instrutores de nível básico de xadrez, foi iniciado na capital paulista, sob chancela da UNESCO e em convênio com a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, vinculado ao Projeto Formação Cidadã, com gerência e execução técnica à cargo da Federação Paulista de Xadrez. Os jovens de comunidades carentes selecionados para serem adestrados, com idade entre 15 e 20 anos, tinham que estar cursando ou ter encerrado recentemente alguma etapa da sua formação escolar e receberam bolsas de auxílio, durante o prazo de duração do curso (seis meses) e ainda freqüentavam aulas de cidadania. Embora, este não tenha sido um projeto que possa ser enquadrado como típico de xadrez escolar, estimava-se na sua elaboração que os formandos aprovados ao fim do curso – duas turmas iniciais de 25 alunos cada, sediadas nas localidades de Pirituba e Itaquera – poderiam dar aulas de iniciação ao xadrez em escolas públicas e particulares, estabelecendo uma nova relação e atividade profissional própria.
Desde o início do ano letivo em curso, 2004, encontra-se em andamento na cidade de Niterói, o projeto Xadrez nas Escolas “Pró—Xadrez Niterói”, que oferece um curso básico programado para ser distribuído em um semestre, sediado em 10 unidades da rede municipal de ensino, após uma experiência piloto concluída em 2003. Sob a supervisão do de José Costa Fernandes, a participação desse redator, Luiz Loureiro, como Coordenador Pedagógico e o trabalho de 8 instrutores, em sua maioria, jovens e empolgados, o projeto pretende realizar atividades típicas como torneios internos, matches entre escolas próximas, promoções especiais e um torneio geral com os melhores de cada escola e um torneio por equipes ao fim do período agendado. Além  disso, em paralelo e como aplicação de importantes critérios pedagógico e cultural, considera-se que a exibição de filmes temáticos, a visita à ambientes do xadrez (clubes e torneios oficiais), simultâneas, confecção de tabuleiro gigante e xadrez com peças vivas sejam ações positivas de estimulação para os alunos e  sua apreensão da riqueza do jogo de xadrez. Ao final de abril, com praticamente dois meses de funcionamento, e enfrentando ainda algumas limitações sérias de material e logística, além das “peculiaridades” de cada escola-sede, o projeto contabilizava cerca de 1300 alunos aprendendo xadrez, distribuídos em 60 turmas!
Histórica e socialmente, tanto pela sua importância quanto pela escala da organização e o tempo de duração, nenhum outro trabalho contínuo de promoção do xadrez escolar se compara ao que vamos encontrar em algumas cidades de Santa Catarina, notadamente Blumenau e Joinville. Há quase vinte cinco anos (!!), as prefeituras dessas e outras cidades (algumas delas há menos tempo) têm mantido e aprimorado continuamente a proposta do ensino de xadrez em comunidades e unidades escolares. E graças também a um pequeno grupo de profissionais dedicados e competentes, o trabalho tem dados frutos visíveis, tanto pela tarefa de educar além do esporte como a de formar valores técnicos e oferecer competição saudável e formadora do caráter e personalidade positivos. Entre esses profissionais, cabe destacar Regina Ribeiro, originária do Rio de Janeiro ( e que foi aluna revelada e instrutora do Projeto Cuca Legal!?), sete vezes campeã brasileira, MI feminina e co-autora de um recente e ótimo livro sobre ensino básico de xadrez destinado exatamente às crianças com idades entre 7 e 12 anos. Regina é uma das pessoas que fazem, já há 24 anos (!!),  com que  Blumenau tenha se tornado uma referência nacional no trabalho com o xadrez escolar. No ano de 2002, a cidade reuniu em um único evento, mais de 1.000 pequenos enxadristas – à época, um recorde nacional!? Seus colegas Haroldo Cunha dos Santos e Renan Levy da Costa, ambos vindos de Niterói, RJ, também acumularam um destacado e muito exitoso trabalho nesse campo naquele estado do sul. Outros nomes a registrar, que fizeram inclusive com que Santa Catarina passasse a colecionar títulos numerosos nos campeonatos nacionais “de base” (muitas vezes, superando São Paulo e o Paraná) são Sílvio Cunha Pereira e Palas Atenas Veloso (esta última, infelizmente, já falecida).
UM MOSTRUÁRIO DO XADREZ ESCOLAR NO BRASIL

O amplo levantamento aqui realizado, e cobrindo tão somente o curto período dos últimos quatro anos (2000-2004), sobre os projetos de xadrez escolar realizados pelo Brasil, lidou com enormes dificuldades para apontar números completos e detalhados, devido a muitas causas diferentes. Além de uma boa parte dos empreendimentos serem ações isoladas, sem ligação com a federação local e menos ainda com a Confederação nacional, existe também a precariedade da própria informação constante em relatórios sumários e difíceis de encontrar. Para ilustrar, basta dizer que o site da própria Confederação Brasileira de Xadrez – CBX – não apresenta nada sobre o assunto! Não há informações básicas ou amplas estatísticas, uma apreciação concreta e não retórica, nem sequer o encaminhamento através de links para se pesquisar sobre um assunto tão relevante. Não consta um diretório que concentre o registro sobre os projetos existentes, a oferta de metodologia para implantação de programas de ensino de xadrez nas escolas , critérios necessários para a habilitação de um instrutor de xadrez ou um simples guia para orientar os eventuais interessados no assunto e mesmo, os curiosos! Nem um mecanismo básico de busca especificamente orientado para as experiências e os “projetos orgânicos” ( ou oficiais, realizado em conjunto com as Secretarias de Educação e de Esportes dos estados e municípios) de Xadrez Escolar, já relatadas nos sites das próprias federações associadas à CBX! Isso é surpreendente ao extremo, ainda mais diante dos constantes e monótonos discursos dos dirigentes nacionais sobre o quão vital o Xadrez Escolar é para nosso jogo e até mesmo para o nosso país! (“formar o caráter do jovem, afastá-lo das drogas e da violência, desenvolver sua inteligência,” etc...). Ainda assim, valendo-me dos mecanismos que a Internet propicia, foi possível montar um  verdadeiro mosaico desse movimento subterrâneo de transformação da base de divulgação do jogo e de formação de público em geral, e da criação de valores potencialmente talentosos, que é o xadrez escolar. E como o Brasil surpreende sempre, aqui também encontraremos realizações individuais e coletivas prodigiosas, números não imaginados e ações positivas espantosas, indicando que, de fato, nesses poucos anos, o país está vivendo um verdadeiro e bem fundamentado “boom” de xadrez escolar, em todos os seus quadrantes! E isso não está sendo motivado por alguma moda passageira, nem pelo surgimento de um ídolo do esporte de grande impacto histórico e popular, como foi o caso com Mecking na década de 1970 (ou, para fazer um paralelo, ocorrido recentemente no Tênis, como foi o caso com o Gustavo Kurten, o “Guga”!?). Dessa feita, vemos um trabalho de base, planejado e articulado, ainda que  paradoxalmente fragmentado, e que já conta com experiências exitosas importantes, pesquisas e estudos, alguns modelos de trabalho e  um grupo de pessoas de outras formações e profissionais do  meio do xadrez, mais esclarecidos e competentes e até mesmo com uma literatura específica de boa qualidade e produzida aqui mesmo no país. (Vide Literatura Recomendada!?). Os campeonatos, tanto os regionais quanto os nacionais, são tão recentes quanto bebês! Basta ver que o Escolar Estadual em SP vai para a terceira edição e o nacional para a sexta, tão somente.. E vemos igualmente a extensa abrangência física desse movimento que se espalha, dessa “onda pelos rincões da nação”: os projetos de xadrez nas escolas não estão sendo implantados apenas nas capitais ou em outras cidades mais ou menos grandes do interior, mas em cidades bem pequenas, tanto ao norte, quanto ao sul e do litoral para o Pantanal! E, repito, com números que produzem grande  impacto e revelam mesmo experiências extraordinárias de gente muito ousada e empreendedora e, sobretudo, apaixonada pela idéia do jogo e de seu ensino popular e democrático.
Vejam, em seguida, uma parte pequena – um  “mostruário” -- do mundo verdadeiro certamente muito maior que é a realidade do Xadrez Escolar no Brasil. Os textos não são de minha autoria, embora os tenha editado, com eventuais correções e adaptações para atender melhor a finalidade pretendida. Não citei em todos os casos as fontes devido ao grande número de projetos noticiados e ao volume de trabalho que isso engendraria. Quero deixar meu agradecimento pessoal a cada um dos envolvidos em trabalho tão bonito e engajado.

XADREZ ESCOLAR:  UM MOSTRUÁRIO

Carazinho - Estado do Rio Grande do Sul – 2004
ANÁLISE:
A situação do xadrez nas escolas municipais e particulares de Carazinho é a seguinte: o projeto que iniciou em 1998 atendendo 23 alunos, hoje conta com mais de 350 alunos diretamente ligados com a oficina de xadrez; outros tantos estão praticando o esporte depois de aprender com os próprios colegas, gerando um fator de disseminação.
 Já foi ensinado xadrez para mais de 2000 crianças nestes 6 anos, e pelos relatos de diretores e professores das escolas, que afirmam notar as modificações comportamentais positivas dos alunos, percebe-se que os objetivos propostos no projeto estão sendo alcançados. Tem-se a certeza de que a continuação e ampliação do projeto para todas as escolas municipais, particulares e estaduais trará ainda muito benefício para os alunos. Carazinho já está sendo reconhecida nesta área em nível estadual e nacional.
 2004 Estão tendo Oficinas de Xadrez 7 Escolas Municipais: Castelo Branco, Getúlio Vargas, Pedro Pasqualotto, Caic, Alfredo Scherer, Políbio do Valle, Francelino Dornelles. 2 Particulares: Colégio Círculo Operário e Nossa Senhora da Glória. Cerca de 350 alunos.

TORNEIOS:

Maiores Torneios Estudantis: Ao todo já estiveram participando 1425 enxadristas desde 1998.

2003: IV Torneio Municipal de Xadrez Escolar, 315 enxadristas, num total de 373 inscrições.
2001: III Torneio Municipal de Xadrez Escolar, 241 enxadristas, mais de 300 inscrições.
2000: II Torneio Municipal de Xadrez Escolar, 252 enxadristas, num total de 361 inscrições.
2000: VI Olimpíada Estudantil Municipal, 259 enxadristas, mais de 300 inscrições.
1999: I Festival de Xadrez SMEC-AABB, Nesta ocasião, 153 enxadristas, quase 200 inscrições.
1999: I Torneio de Xadrez na Praça, 102 enxadristas.
1999: V Olimpíada Estudantil Municipal, 63 enxadristas.
1998: IV Olimpíada Estudantil Municipal, 40 enxadristas.
Instrutor Nacional de Xadrez Escolar: Emerson G. Müller

 

 

I Campeonato Escolar de Xadrez – Nova Odessa – SP - 2003


O I Campeonato Escolar de Xadrez de Nova Odessa foi disputado dia 01 de junho no Ginásio do Santa Rosa. Contou com a participação de 68 jogadores.
Arbitragem: Moisés e José Alberto Gomes.
Destaque para os campeões: Diego Bonfim (Silvania) até 18 anos; Nayara Oliveira (Silvania) até 14; Rodrigo Romulo Oliveira (Silvania) e Amanda Hansen Soares (Balão Mágico) até 10. Participaram do evento as escolas: EE Silvania Ap. Santos (Prof. Doralice Ap. de Azevedo); Colégio Balão Mágico (Prof. Doralice Ap. de Azevedo); EE Dr. João Thienne (Professores Eli e Maria Anita); EE Dr. Joaquim R. Azenha (Prof. Maria Leonor Piconi); Colégio Biocentrico (Prof. Rafael Turcato Padovani) e EE Alice Antenor de Souza - Jd. Picerno II - Sumaré (Escola convidada).

Foi disputado em Nova Odessa no dia 27/03/2004 o II Campeonato Escolar, com 36 participantes. Murilo Gonzalez foi o campeão até 10 anos, Victor Venturi vice, Leandro Ramos terceiro e Gabriel Souza quarto.

 

 

 

 Premiados em Nova Odessa - 2003

 

Projeto Nacional de Xadrez terá webpage no ME - 2004

Por determinação do Secretário Nacional de Esporte Educacional, Ricardo Leyser Gonçalves, o Projeto Nacional de Xadrez nas Escolas e a Modalidade de Xadrez do Projeto Segundo Tempo divulgarão suas notícias através de uma página própria dentro do portal do Ministério do Esporte.

O Projeto Nacional de Xadrez deve iniciar em agosto, logo após a avaliação dos resultados do Projeto Piloto hora em andamento, e para este ano objetiva atender 600 mil jovens.

O responsável pelo xadrez na SEE do ME, Professor Sólon Pereira, já está formando a equipe encarregada da sua montagem e manutenção.

O projeto piloto Xadrez nas Escolas beneficiará alunos de escolas públicas das capitais dos estados do Acre, Piauí, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. A idéia é aproveitar a experiência do Departamento de Atividades Complementares da Secretaria de Educação do Paraná e treinar multiplicadores em cada uma das capitais selecionadas para o projeto, que será estendido futuramente a todas escolas públicas de ensino fundamental do País.

Enviado por: Jaime Sunyê
Fonte: SEE/ME


S. S. Paraíso/MG - 2000

S. S. Paraíso/MG possui o maior projeto de xadrez nas escolas de todo o estado de Minas Gerais. Existem, naturalmente, diversas iniciativas no sentido de desenvolver a prática dessa modalidade, seja propriamente nas escolas, ou ainda em academias e clubes esportivos. Porém, nenhum alcança a amplitude desse projeto, que atinge 100% das escolas estaduais (11), 3 municipais e 2 profissionalizantes.

Xadrez é matéria regular em Francisco Beltrão – PR - 2004

Em Francisco Beltrão, a Secretaria Municipal de Educação, implantou o ensino regular de xadrez, onde os alunos podem aprender e aperfeiçoar este fabuloso jogo numa aula semanal, com professores se especializando no ensino do xadrez básico. As Escolas Municipais que oferecem o xadrez como matéria em todas as séries são: E.M.Basílio Tiecher, E.M. Bom Pastor, E.M. Deni Lineu Schwartz, E.M.Epitácio Pessoa, E.M. Fco. Manoel da Silva, E.M. Frei Deodato, E.M. Germano Meyer, E.M. Higino Pires, E.M. Irmão Cirilo, E.M. Juscelino Kubitschek, E.M. Madre Boaventura, E.M. N.Sra.Sagrado Coração, E.M.N.Sra.Fátima, E.M.Profª Maria Basso Dellani, E.M. Profª Helena Vandresen, E.M.Prof Parigot de Souza, E.M. Prof Pedro Algeri, E.M. Prof Rubens Amélio Bonato, E.M. Quinze de Outubro, E.M. Recanto Feliz, E.M. São Cristóvão.
Aproximadamente 7.800 alunos envolvidos no aprendizado semanal do xadrez em todo o ensino fundamental, com 34 professores se especializando.


II Circuito Curitibano de Xadrez Escolar - 2002

Resultado Geral - CCXE - 2002

Sexta Etapa - Colégio Erasto Gaertner
Números Finais

Total de Atletas que Participaram: 831
Total de Atletas que Pontuaram: 769

Total de Equipes que Participaram: 115
Total de Equipes que Pontuaram: 115

Quinta Etapa - Colégio Marista Santa Maria
Números Finais

Total de Atletas que Participaram: 752
Total de Atletas que Pontuaram: 725

Total de Equipes que Participaram: 103
Total de Equipes que Pontuaram: 103

Quarta Etapa - Colégio Nossa Senhora do SION
Números Finais

Total de Atletas que Participaram: 819
Total de Atletas que Pontuaram: 775

Total de Equipes que Participaram: 111
Total de Equipes que Pontuaram: 110

Terceira Etapa - Colégio Expoente
Números Finais

Total de Atletas que Participaram: 951
Total de Atletas que Pontuaram: 898

Total de Equipes que Participaram: 125
Total de Equipes que Pontuaram: 124

Segunda Etapa - X Copa Positivo de Xadrez
Números Finais

Total de Atletas que Participaram: 757
Total de Atletas que Pontuaram: 731

Total de Equipes que Participaram: 97
Total de Equipes que Pontuaram: 97

Centro de Excelência de Xadrez
Rua Salvador Ferrante, 1651 - Carmo - Curitiba - Paraná - Brasil - Telefone: 0xx41 377 3735

 

FEXPAR - Circuito Curitibano de Xadrez Escolar - 2002                                    

II CCXE: 1ª etapa: Inscrições encerradas : 86 escolas e 820 atletas!


OBS.: 800 escolas estaduais (!!) do Paraná receberam projetos de ensino de xadrez desde a década de 80!
Projeto nas escolas de S. S. do Paraíso – MG -  entra em seu 7º ano - 2001
As aulas nas escolas de Paraíso são todas opcionais e estima-se que o número de alunos esteja por volta de 2.000.

OBS.: O projeto histórico conduzido pelo respeitado professor Gérson P. Batista mobiliza uma cidade e destaca elogiosamente o estado de Minas Gerais no cenário brasileiro, pois já se tornou um verdadeiro pólo de ações criativas (torneios para escolares, seminários, campeonatos abertos e eventos importantes do calendário oficial da CBX, etc.), inclusive com o excelente site (de ampla gama de assuntos e serviços) onde experiências correlatas do Brasil inteiro são comentadas e registradas!? Vale uma visita: Clube de Xadrez On-Line:  http://www.clubedexadrez.com.br/


Campeonato Paulista Escolar 2002 - 1897 inscritos - 1323 participantes!
Para fazer justiça às dimensões com que lida o certame escolar de SP, o mais modo simples e
convincente é deixar as imagens falarem por si só.

 

 

 

 

 

 


" O Paulista Escolar foi o maior evento de xadrez já realizado no estado! A Baixada esteve presente e obteve títulos. Parabéns à FPX, árbitros, professores e a todos os participantes !" do site Clube Xadrez Santos, editado por Carlos Alberto Sega – Destacado jogador, professor e técnico da cidade de Santos.

 

 


Ginásio do Ibirapuera totalmente ocupado com mesas e jogadores durante o Estadual Escolar.
Mas as imagens, por mais impressionantes e reveladores que sejam, não podem expressar com precisão os desafios logísticos que um evento dessa magnitude envolve. São dezenas de voluntários e centenas de pessoas prestando serviço durante dois dias seguidos! Os jogadores ocupam ambos ginásios do complexo do Ibirapuera e, apesar do gigantismo desses ginásios, eles estão ficando pequenos, devido á crescente participação. Mesmo assim, o presidente da FPX, José Alberto Ferreira dos Santos, anda sempre em busca de uma solução para não limitar o número de participantes!? Como ele diz: “Seria uma pena e um desperdício deixar uma única criança de fora, se ela quer participar do Escolar, com seus colegas!
Campeonato Paulista Escolar – SP - 2003

Participaram do evento efetivamente:
Feminino: Não federada 252 - Federada 41 -  Absoluto: não federado 830 - Federado 108
Total =  1231  //  Inscritos = 1589 - 44 municípios representados!!


O Xadrez nas Escolas de Petrópolis - 2003

O projeto começou a ser implementado de forma experimental no segundo semestre de 2001. Diante dos resultados, decidiu-se que o projeto continuaria ao longo do ano passado. Foram definidas cinco escolas como sedes onde o projeto piloto seria realizado em pontos diferentes da cidade: o Liceu Carlos Chagas Filho, no Quarteirão Brasileiro, a E.M. André Rebouças, em São Sebastião, a E.M. Sérgio Ribeiro da Rocha, em Nogueira, a E.M. Sebastião Lacerda, no Rocio e a E.M. João Kopke, na Fazenda Inglesa. O trabalho teve uma grande aceitação por parte dos alunos, direção, professores e pais, e isso tem servido como aliado no desenvolvimento mental e psico-pedagógico dos alunos. Quase 400 crianças aprenderam a jogar xadrez no ano passado e a perspectiva para este ano é que este número passe dos 550. Hoje, já há mais uma escola inserida no projeto, a Escola Paroquial Bom Jesus, no Quitandinha.

Lançado o Projeto “Xadrez nas Escolas” em Minas Gerais - 2003

Estiveram presentes hoje (04/11/2003) no prédio da SEDESE , o Secretário de Esportes João Leite, o Subsecretário de Esportes Heleno de Abreu Oliveira, a Superintendente da Secretaria Estadual da Educação  Raquel de Souza Santos e o presidente da Federação Mineira de Xadrez , Estevão Bakô, para o lançamento do projeto "Xadrez nas Escolas" .
Na primeira fase do projeto estarão sendo atendidas cinqüenta escolas indicadas pela Secretaria de Educação, beneficiando aproximadamente a 25 mil alunos do ensino fundamental e médio. O projeto visa contribuir principalmente para a formação intelectual e autodisciplinar dos alunos, levando-os a adquirir as seguintes habilidades: raciocínio lógico, estratégico e matemático, capacidade de concentração, habilidades de observação, reflexão e análise, hábitos necessários a tomada de decisões, criatividade e imaginação. A Federação Mineira de Xadrez está capacitando 150 professores das escolas indicadas pela secretaria de Educação. O curso visa instruir os mesmos quanto a didática do xadrez.
Este pode ser o início de uma nova era do xadrez mineiro. A implantação do xadrez escolar é de grande importância para o desenvolvimento deste esporte em Minas Gerais.


Xadrez na Escola – Minas Gerais - 2003

Com a presença do Secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes, deputado João Leite, o Subsecretário de Esportes, Heleno de Abreu, o Subsecretário de Trabalho e Assistência Social, Rômulo Viegas, a Subsecretária de Desenvolvimento da Educação, Maria Eliana Novaes, além do Presidente da Federação Mineira de Xadrez, Estevão Bakô, foi lançado nessa Terça-feira, dia 4, o projeto "Xadrez na Escola". O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Esportes - SEDESE - com a Federação Mineira de Xadrez e a Secretaria de Estado de Educação. O objetivo é a implantação do Xadrez nas escolas da rede estadual mineira, como conteúdo pedagógico opcional. Segundo pesquisa encomendada pelo Clube do Xadrez, o jogo é capaz de potencializar em até 25% o raciocínio lógico, desenvolvendo a capacidade de concentração, observação, reflexão e análise de problemas.
Em uma primeira etapa, serão atendidas 40 escolas da capital e 10 da região metropolitana de Belo Horizonte, todas indicadas pela Secretaria de Educação. Cerca de R$ 27.000 foram investidos no projeto que beneficiará aproximadamente 25 mil alunos do ensino fundamental e médio. "Esperamos que o sucesso do projeto aconteça e possamos expandi-lo para as demais escolas mineiras", diz Heleno de Abreu.
"É o primeiro projeto consistente e articulado que envolve o Xadrez nas escolas públicas." Explica Estevão Bakô. "Será de grande importância para o desenvolvimento da inteligência dos nossos alunos" conclui.
Durante o mês de novembro, instrutores da Federação Mineira de Xadrez estarão preparando professores das escolas selecionadas que a partir do ano que vem, passarão esses conhecimentos aos seus alunos. Um acompanhamento periódico será realizado para dar apoio a esses professores, que receberão materiais didáticos e certificado de capacitação .
Roberto Molina, 18, também esteve presente ao evento. Ele é aluno da engenharia mecânica do Centro Federal de Educação tecnológica, CEFET-MG, e campeão mineiro do circuito Rápido de Xadrez e Brasileiro C18. " Jogo desde os sete anos mas comecei a treinar firme depois dos 12. O Xadrez me ajudou a estudar para as matérias relacionadas a matemática e a fixar melhor os outros conteúdos”, explica. Para Maria Eliana Morais, Subsecretária de Educação, os benefícios dessa atividade são ainda maiores. " Aquele que joga xadrez aprende a lidar com regras, e isso facilita seu processo de socialização e aprendizagem para a vida".
O Secretário João Leite enfatizou a questão da inclusão social como sendo parte do projeto. "Essa é uma contribuição do Governo do Estado para com a saúde mental e segurança física do jovem mineiro. Estamos disputando nossos jovens com o tráfico e a violência. Precisávamos de algo que os incentivassem a procurar outros caminhos. Além de propiciar esse novo caminho, o Xadrez se torna uma ferramenta para o desenvolvimento intelectual e um salto para a qualidade de vida desses jovens", explica o Secretário.
Os 500 primeiros tabuleiros a serem utilizados nessa etapa do projeto, foram confeccionados pelos alunos da Oficina Escola, outra realização da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes.
"A escola e o aprendizado devem ser prazerosos. Estamos então investindo num processo lúdico de aprendizagem" finaliza Maria Eliana Novaes.

Estadual de Menores  – Mato Grosso do Sul - 2004
 
O Campeonato Estadual de Menores da Federação Sul-matogrossense de Xadrez realizado nos dias 03 e 04 de Abril, na biblioteca da MACE em Campo Grande foi disputados nas categorias Sub 14, 12, 10 e 08 anos

A participação de 129 enxadristas pré-selecionados em seis torneios classificatórios para o Estadual de Menores que contou com a presença de quatro campeões brasileiros mostra a força do xadrez Sul-matogrossense em sua articulação e organização.


Projeto Federal Xadrez nas Escolas inicia nesta semana no MS - 2004
Diretores de 40 escolas estaduais de Campo Grande receberam no dia 22 de março, numa solenidade na Secretaria de Estado de Educação (SED), os kits de xadrez que serão utilizados para a prática do esporte entre 4.800 alunos de 5ª a 8ª séries.

O projeto Xadrez nas Escolas é executado em parceria entre a SED, a Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte) e a Federação Sul-matogrossense de Xadrez - FESMAX, em parceria com o Ministério dos Esportes e da Educação.

O kit é composto por 15 itens, que vão de tabuleiro e peças a instruções e material didático de apoio. Os professores que vão trabalhar no projeto foram capacitados no ano passado. Eles são de todas as disciplinas, mas a maioria leciona educação física.

O secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima, disse que o projeto busca reduzir evasão, repetência e violência nas escolas estaduais. O presidente da Fundesporte, Rodrigo Terra, informou que o Ministério dos Esportes quer levar o xadrez para mais escolas numa segunda etapa.

O xadrez que será aplicado nas escolas é voltado para o conhecimento e educação, disse o presidente da Federação de Xadrez, Orlando Silvestre. “Os talentos naturalmente vão se destacar, e poderão ser aproveitados para as competições realizadas no Estado.”


Encontro de Gestores  Ministro Agnelo Queiroz em Mato Grosso do Sul - 2004

Orlando Silvestre, como presidente do xadrez Sul-matogrossense, apresentou relatório da FESMAX ao ministro Agnelo Queiroz durante o jantar do Encontro Nacional de Gestores de Esporte e Lazer, realizado em Campo Grande nos dias 16 e 17 de fevereiro.
Alem das atividades normais da FESMAX que realizou, participou ou fez a parte técnica de 120 eventos no ano de 2003, Orlando Silvestre aproveitou a oportunidade e discutiu as experiências do Mato Grosso do Sul que desenvolve o Projeto Cuca Legal desde 1988 e que já atingiu 350 escolas publicas, hoje denominado Xadrez nas Escolas.
A FESMAX formulou como proposta a realização em outubro de 2004, do Congresso Brasileiro de Xadrez, com a participação de representantes de cada Federação Estadual, das Secretarias Estaduais ou Gestores de Esporte e das Secretarias Estaduais de Educação, como Realização e Promoção do Ministério do Esporte para efetivamente ocorrer um real desenvolvimento do xadrez nacional .


Minas Gerais - 2004

No prédio da Sedese,  foi entregue pelo Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes, Deputado João Leite e pelo Subsecretário de Esportes Heleno de Abreu Oliveira ,  100 certificados de conclusão do curso de instrutor de Xadrez para os professores de 24 núcleos do Curumim e do programa Segundo Tempo. Um total de  4.600 crianças terão acesso a este milenar esporte que é o xadrez.


 III Seminário de Xadrez Escolar Faxinal do Céu (2003) - Xadrez Esporte Educacional - 2004

    No período de 24/11 a 28/11/2003 em Faxinal do Céu, município de Pinhão- PR aconteceu o evento “Xadrez Esporte Educacional”, reunindo 600 participantes entre alunos, professores e representantes das Associações de Pais e mestres das Escolas da Rede Pública do Paraná.
Estiveram presentes o Assessor do Ministério dos Esportes, Sólon Pereira, o Coordenador de atividades complementares da Seed, Carlos Augusto de Oliveira, entre outros.
Foram desenvolvidas seminários e palestras para professores durante todos os dias; Clínicas de Xadrez (nível básico, intermediário e avançado) para os alunos; torneios, partidas com mestres e grandes mestres internacionais.


Colégio da Polícia Militar da Bahia mantém projeto de xadrez - 2001

Tudo começou a quatro anos, com um projeto oferecido pela Secretaria da Educação. A implantação de oficinas de xadrez nas escolas públicas do estado.
O curso foi oferecido aos professores de Educação Física da rede de ensino. No início para mim foi novidade, novidade essa que se tornou uma paixão. Hoje no meu quarto ano, a oficina implantada na escola em que trabalho vai a todo vapor.
Alunos brilhantes despontaram, verdadeiros campeões, como é o caso de Carlos Antônio, que vem participando além dos torneios que eu organizo, torneios estadual e nacional. O meu coração se enche de alegria a cada bom resultado dele.
Realmente o xadrez fascina!!
Hoje, tenho a média de 120 alunos inscritos. Um sucesso! E creio que esse número será progressivo a cada ano.


IV Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar – 2002

Foi realizado nos dias 16, 17 e 18 de agosto na cidade de Batatais - SP, o Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar. O Campeonato contou com a presença de 578 crianças.

V Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar –Batatais – SP - 2003
 Entre os dias 22 e 24 de Agosto de 2003, foi realizado na cidade de Batatais o
"V Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar" teve a participação de mais de 600 estudantes-enxadristas, representando 15 estados brasileiros.

 

Sobre o ofício de ensinar... xadrez!

Antônio Carlos Resende - 17/05/2001

No início dos anos 90, eu estava então como técnico de xadrez de Osasco e como professor de História do Estado quando o projeto de escola-padrão da Secretaria da Educação permitia o desenvolvimento de projetos especiais. Incentivado pela Prof ª Maria da Graça Lincoln Rezende e pelo diretor da EEPG Marechal Bittencourt Prof. Ivan Machado, criamos o projeto de xadrez que envolveu cerca de 700 alunos em 2 anos. Daquele trabalho surgiu mais tarde uma campeã paulista de xadrez, a aluna Vanessa Tashima.

Com esta experiência nasceu uma semente que foi plantada em 1994, quando o Colégio Albert Sabin resolveu implantar o xadrez na grade curricular para os alunos de 2ª à 4ª série. Mais tarde, na grade curricular de 1ª à 4ª série e extracurricular para todas as séries. Do Projeto Esporte desta escola já surgiram 3 campeãs paulistas de xadrez - Carolina Biscuola, Larissa Tokinari e Juliê Sartoretto. Somamos ali mais de 1600 alunos iniciantes nestes 7 anos de trabalho.

Quero registrar aqui que, na realidade, estes mais de 3000 alunos ensinaram-me a ser o professor que eu sou. Toda a minha atual técnica de ensino de xadrez foi se modificando com estes vinte anos de prática escolar. A maneira como eu ensinava em 1981 é diferente de 1994, que por sua vez foi muito alterada com relação a 2000. Impulsionado pela coordenadora pedagógica do Colégio Albert Sabin, Prof.. Maria da Graça Biancchini, amarramos em um projeto – “Aprendendo Xadrez através de Histórias” - todos os contos, lendas e brincadeiras que sempre utilizei para o ensino do jogo aos alunos.

 


Projeto xadrez -  O jogo que educa - Curitiba/PR - 2000

Prefeitura Municipal de Curitiba

Secretaria Municipal da Educação de Curitiba

Gerência de Projetos Educacionais
Marilda D. Menegazzo - Gerente de Projetos Educacionais
Relatório do Projeto Xadrez o Jogo que Educa - 2000

Dados gerais do Projeto:

Total de alunos envolvidos, ao longo do ano: 20.990, do total 98.486 da RME. (21%)
Total de escolas envolvidas, ao longo do ano: 83, do total de 133 da RME. (62%)

UFMG organizou seminário sobre xadrez escolar - 2001

Dr. Ítalo Venturelli e o professores Antônio Villar, Júlio Lapertosa, Leila Brito e Domingos Sávio
A Confederação Brasileira de Xadrez e a Federação Mineira de Xadrez agradecem a Profª. Leila Brito EEF-UFMG, principal responsável pela realização deste seminário.
Estiveram presentes representantes de todo o Brasil. Foram 64 participantes de várias regiões: SC, RJ, AM, GO, DF, SP, PA, MG e PE.
As palestras foram de alto nível com destaque para a apresentação de "xadrez ao vivo" do Colégio Magnum e da apresentação ao violão do Prof. José Lucena, além da aguardada palestra do maior nome do xadrez escolar no Brasil, o Prof. Antônio Villar Marques de Sá, de Brasília/DF, que é um dos três instrutores internacionais do Brasil.
Surpreendeu-nos a brilhante palestra ministrada pelo Dr. Ítalo Venturelli - de Varginha - MG - neurologista e grande entusiasta da modalidade, com uma dinâmica apresentação dos benefícios do Xadrez.
Representando os deficientes visuais, o Prof. Domingos Sávio fez uma palestra mostrando as dificuldades e vantagens que o xadrez pode trazer aos deficientes de forma geral.
O Prof. Júlio Lapertosa, instrutor internacional da FIDE, fez importantes considerações do xadrez no nível escolar e na parte dos temas livres foram apresentados os trabalhos em Concórdia - SC e do estado do Amazonas.

Prefeito de Petrolina - PE sanciona projeto de xadrez escolar - 2001
A cidade de Petrolina - PE deu um importante passo no sentido de ampliar a opção de atividades oferecidas aos estudantes da rede pública de ensino.
No dia 3 de dezembro, o prefeito Fernando Bezerra Coelho sancionou o projeto de lei que levará o xadrez a 10 escolas do município no ano de 2002.
As aulas serão ministradas pelos professores das disciplinas regulares e levadas como atividade opcional durante a aula de educação física.
A capacitação dos professores será feita através de curso prévio, através de enxadrista local ainda a ser convidado pela Prefeitura.


Pacatuba é pioneira na implantação do xadrez nas escolas no Ceará - 2002
Aprovado o ensino de xadrez nas escola
A mais recente vitória obtida pelos amantes do xadrez cearense foi a aprovação, pela Câmara Municipal de Pacatuba, do Projeto de Lei 005/02, que instituiu o ensino de xadrez nas escolas públicas deste município, fato inédito no Estado do Ceará. O projeto foi uma iniciativa do vereador Edileno Matos - PT, que contou com a assessoria do Clube de Xadrez de Pacatuba - CXP para estruturar a fundamentação.
Após a lei ser sancionada pelo prefeito Célio Rodrigues, a Secretaria de Educação do Município indicará 10 escolas da sede e dos distritos de Monguba, Pavuna e Conjunto Jereissati II e III para a introdução do ensino do xadrez em caráter experimental. Em seguida, a novidade será levada às demais unidades escolares do município.

Xadrez escolar: nova proposta pedagógica para o século XXI - 2003
Com o pensamento voltado para o futuro e muita seriedade, a administração do município de Jaguaré/ES encampa uma nova bandeira na luta por melhor qualidade de ensino.
Na verdade não é tão nova, mas no Brasil, em especial no norte capixaba, é algo que ainda encontra-se na sua gênese e que, com certeza, está chegando para conquistar seu espaço em definitivo.
Trata-se do xadrez escolar, uma mania internacional que já conquistou o sul do país – região com o mais elevado sistema educacional do Brasil.
O pioneirismo fica por conta da escola Porta do Sol, uma cooperativa educacional de Jaguaré que, há dois anos introduziu a prática do xadrez como recreação. "Já tínhamos o Clube da Matemática, por que não o Clube do Xadrez?", comenta a diretora Nete.
Mas a Secretaria de Educação merece todos os aplausos, pois foi quem realmente investiu forte no xadrez escolar.
Para os professores do curso deste ano, a Secretaria de Educação do município contratou um monitor especificamente para a realização de um curso básico de xadrez para mestres de 1ª a 8ª séries.
No mês de outubro, foi realizada a segunda etapa do curso, uma espécie de aprofundamento da tática e estratégia do jogo. "Pretendemos assim, qualificar melhor nosso professor, para termos um grande número de crianças jogando um xadrez de qualidade", diz Jader, secretário municipal de educação.
A Escola MEPES já tem um grupo de crianças jogando xadrez e estão super empolgadas com o novo esporte.
A Escola Comunitária já está desenvolvendo projeto na área e hoje o número de enxadristas já subiu para mais de 150 alunos.

Curso de capacitação de professores - 2003

O instrutor internacional de xadrez escolar, Prof. Gérson Peres Batista - de São Sebastião do Paraíso/MG, ministrou no dia 22 de fevereiro em Batatais, interior de São Paulo, curso de capacitação de professores.
Foram seis horas de atividades, onde os 21 participantes tiveram explicações da melhor metodologia para ensinar aos futuros alunos as regras básicas da modalidade, bem como noções do comportamento do professor em sala de aula para manter a disciplina e motivação dos estudantes. Foram abordados ainda o planejamento das aulas, a indicação das obras mais adequadas para lecionar, entre outros temas.
Batatais está implantando em 2003 um abrangente projeto de xadrez nas escolas que vai atender cerca de 3.000 estudantes. Dos enxadristas que fizeram o curso, onze deles serão selecionados para darem aulas nas diversas instituições de ensino que abrigarão o projeto.

Batatais, interior de São Paulo, lançou no dia 13 de março de 2003 o Projeto de Xadrez nas Escolas e Comunidades Carentes que vai abranger aproximadamente 3.000 alunos da rede municipal de ensino.

Itaú de Minas – MG - 2003

Itaú de Minas está iniciando seu projeto de implantação do xadrez nas escolas e nos próximos meses pretende expandi-lo, atingindo todos os estabelecimentos de ensino do município, que têm cerca de 4.200 alunos.

Interior do Ceará lança novos projetos de xadrez - 2003

Do jornal "O Povo" - 19/4/2003
Será lançado na próxima quinta-feira, na Câmara Municipal de Quixadá (a 168 quilômetros de Fortaleza) o projeto Xadrez nas Escolas. Serão beneficiadas crianças do ensino fundamental a partir de oito anos de idade.

Itaúna mantém dinâmico projeto de xadrez escolar - 2003

Prof. Marcus do Projeto Itaúna, que está em seu terceiro ano de implantação, já ensinou em 2003 as noções básicas do xadrez para mais de 800 alunos.
O trabalho atingiu, direta e indiretamente, cerca de 4.000 crianças e adolescentes que têm suas aulas na Escola Municipal Augusto Gonçalves, na Praça de Esportes e no Cepex - Centro de Estudo e Pesquisa do Xadrez.

Lançado o Projeto Xadrez nas Escolas em Minas Gerais - 2003

Estiveram presentes hoje, 4/11/2003, no prédio da Sedese, o Secretário de Esportes João Leite, o Subsecretário de Esportes Heleno de Abreu Oliveira, a Superintendente da Secretaria Estadual da Educação Raquel de Souza Santos e o presidente da Federação Mineira de Xadrez, Estevão Bakô, para o lançamento do projeto "Xadrez nas Escolas".
Na primeira fase do projeto estarão sendo atendidas cinqüenta escolas indicadas pela Secretaria de Educação, beneficiando aproximadamente a 25 mil alunos do ensino fundamental e médio.

Alunos de xadrez durante aulas na capital mineira.

 

 

 

 

 

 

O projeto visa contribuir principalmente para a formação intelectual e autodisciplinar dos alunos levando-os a adquirir as seguintes habilidades: raciocínio lógico, estratégico e matemático; capacidade de concentração; habilidades de observação, reflexão e análise; hábitos necessários à tomada de decisões; criatividade; e imaginação.
A Federação Mineira de Xadrez está capacitando 150 professores das escolas indicadas pela Secretaria de Educação

Projeto Jogo - Arte – Ciência - 2003

 Está sendo desenvolvido em Juazeiro do Norte (segunda maior cidade do Ceará), o Projeto Jogo - Arte - Ciência.

 

O projeto tem parcerias com o Governo do Estado, através do Conselho Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede - 19), Sesi, Senai e Universidade Regional do Cariri.
Foi implantado como plano-piloto em cinco escolas da rede estadual:
E. E. F. Amália Xavier;
E. E. F. M. Maria Amélia;
E. E. F. M. Tiradentes;
E. E. F. Padre Azarias;
E. E. M. Gov. Adauto Bezerra.

Até maio de 2004 serão implantados mais quatorze núcleos de xadrez nas escolas da rede estadual do município.
Os responsáveis pela iniciativa também estão lançando para todo o Ceará o kit de xadrez, que abrange:
Fita de vídeo "Abra uma janela para a sua sabedoria"!?
Cartilha enxadrística: A gramática adaptada para o jogo de xadrez, além de outras disciplinas.

Santa Maria – RS - 2003

A Escola Estadual de Ensino Médio Professora Maria Rocha, de Santa Maria, Rio Grande do Sul, desenvolve um projeto de xadrez há vinte anos, onde o aluno aprende as noções básicas do jogo.

Para os alunos impedidos da prática da educação física, devido aos atestados médicos apresentados e que os impossibilitam de freqüentar as atividade propostas, e pelos trabalhos teóricos solicitados que não atingiam os objetivos almejados, foi criada a turma de xadrez para absorver este educando numa prática sadia e que tem um retorno para seu aprendizado na escola.

 

A Escola Maria Rocha trabalha com aproximadamente dois mil alunos nos três turnos, com cursos profissionalizantes em informática, secretariado, contabilidade, curso básico em laboratório e ensino médio na preparação para o vestibular.

O xadrez no Estado do Ceará - 2004

Em recente reunião com a Secretária de Estado da Educação do Ceará, Profª Sofia Lerche, foi aprovado o projeto de xadrez que levará a modalidade às escolas de todo o Estado.

Estiveram presentes na reunião o instrutor nacional da CBX, Demóstenes Dantas; e o vice-presidente da Federação Cearense de Xadrez, Marcius Brandão; entre outros enxadristas e dirigentes.
  


Itaúna distribui cartilha de xadrez - 2004

Está sendo distribuído para 10.000 alunos das escolas do ensino fundamental de Itaúna, Minas Gerais, numa parceria da Universidade de Itaúna e Jornal Gênesis Ltda, com apoio técnico do Cepex - Centro de Estudo e Pesquisa do Xadrez -, o jornal Gênesis especial: "Aprenda a jogar xadrez".

Os alunos recebem o jornal com encarte contendo um tabuleiro com as peças para recortarem e fazerem seus próprios tabuleiros.

O idealizadores, Prof. Marcus Elísio Silva e o ex-campeão mineiro Wálter Ferreira Júnior, observaram que as crianças estão recebendo o jornal com muita alegria e os próprios professores das escolas estão motivando os estudantes a desenvolverem atividades relacionadas com o xadrez e o jornal.

Xadrez escolar: uma lição gostosa de aprender - 2003


Por Taís Julião

 

 

O papel da escola na formação de cidadãos conscientes, sem dúvida é algo a ser pensado e discutido quando pais responsáveis preocupam-se com o futuro de seus filhos.
Hoje, a escola que não oferece atividades extras que dinamize e acrescente conteúdo e experiências diferenciadas a seus alunos, não é vista com bons olhos, tanto pela opinião pública quanto pelos pais.
Nessa busca por melhorias na grade curricular, o ensino do xadrez surge como uma boa opção, unindo o espírito inovador das instituições educacionais e a forte imagem de intelectualidade que o esporte-arte oferece.
Os benefícios que a prática do xadrez proporcionam, principalmente nas crianças, tem sido de grande valia para o desenvolvimento deste esporte em nível escolar. O exercício de pensar e a concentração exigidos, colabora para uma sensível melhora no comportamento das crianças, em especial no ambiente escolar.
Atenção, raciocínio lógico e capacidade de resolver problemas, favorecem o desempenho escolar daqueles que o praticam e acrescenta na criança um sentimento de combatividade e superação saudáveis.
Entretanto, é importante ressaltarmos o papel relevante dos pais para que haja um aprendizado consciente e produtivo, sem distorções que prejudiquem as crianças e os adolescentes, anulando os benefícios que o xadrez proporciona.
Por maior que seja a boa vontade e didática aprimorada do professor, seria hipocrisia acreditar que, em uma escola onde o xadrez é visto cerca de uma ou duas vezes por semana, poderão surgir centenas de campeões e mestres. No xadrez, assim como em qualquer outro esporte, por exemplo o futebol, existem aqueles que o praticam profissionalmente e outros por lazer.
É justamente essa realidade que os pais precisam compreender. Não pressionar a criança é essencial para que ela se sinta à vontade e motivada a praticá-lo. Haverá aqueles com maior afinidade, e outros desinteressados, mas isso não deve soar como uma sentença de sucesso ou fracasso, que será, de certa forma, atitude de responsabilidade dos pais. Muito além de buscar prestígio e conquistas no competitivo mundo do xadrez, os filhos devem ser incentivados a praticar o esporte por si só, pela sua essência intelectual, porém divertida e sadia.
Como nos ensina a sabedoria popular, "Corpo são mente sã". Que nossas crianças leiam livros, joguem mais futebol e pratiquem mais xadrez...
A escola que adotar esta idéia estará, com certeza, acrescentando em sua instituição um diferencial sem precedentes, exercendo amplamente seu papel na sociedade e fazendo jus à sua função básica: formar cidadãos. Uma verdadeira demonstração de responsabilidade social.

Fonte: Jornal escolar Kuca Legal, dirigido pelo Prof. José Carlos Gonçalves Pereira

4 Anos de Xadrez Escolar no Estado do Ceará - 2004
Campeonato de Xadrez Escolar – CE

 


Em 2001, por iniciativa do então presidente da FCX, Marcius Gomes Brandão, teve começo o I Campeonato Cearense de Xadrez Escolar, com 32 enxadristas, tendo como sede o recém fundado Clube de Xadrez Fortaleza. Naquele mesmo ano, a FCX enviou para o Pan-americano Escolar, realizado em Bento Gonçalves, RS, os enxadristas Brendo Gomes (campeão 1a/2a serie) e Igor da Paz (campeão 2o grau).
Em 2002, a participação dobrou e tivemos mais de 60 enxadristas ,no Colégio Militar de Fortaleza, disputando o II Cearense Escolar. A FCX enviou o pequenino Brendo Gomes ,agora bi-campeão na categoria, ao Campeonato Brasileiro sub-10 disputado em Ourinhos, SP e os enxadristas Célio Vítor e Samuel Magalhães foram enviados para o Brasileiro Escolar em Batatais, SP, enquanto Igor da Paz foi para o RJ disputar a Copa dos Campeões.
Em 2003, a ousadia do enxadrista Marcius Brandão, então vice-presidente da FCX, foi maior e realizou o III Escolar no Interior, na cidade de Quixadá, com o apoio do presidente do Clube Quixadaense de Xadrez, Fernando Alves. Mais uma vez, duplicamos a participação. Foram 110 enxadristas de várias cidade do Ceará (Quixada, Meruoca, Pacatuba, Maracanaú, Fortaleza, Eusébio, etc.). Matheus da Costa e Thauan Kizzys foram os enviados da FCX para o Brasileiro Escolar em Batatais, SP (650 participantes), onde conquistaram as vagas para o Pan-Escolar daquele mesmo ano.


O Xadrez Escolar em Imperatriz – MA - 2004
Os Jogos Escolares de Imperatriz (JEIs), realizados quase ininterruptamente desde a metade dos anos 70, foram os grandes indutores dos esportes escolares no município. O xadrez faz parte dessa competição desde a primeira edição dos JEIs, apesar do pequeno número de inscritos e da pequena expressão que essa modalidade tinha a até bem poucos anos.
A partir da fundação do Clube de Xadrez de Imperatriz, em 1998, iniciou-se um processo de divulgação e incentivo ao xadrez nas escolas, fazendo com que em apenas dois anos a competição escolar de xadrez tivesse aproximadamente cem participantes - quase todos de escolas particulares.
Neste ano, o Governo Municipal assumiu o "Projeto de Xadrez nas Escolas", elaborado e apresentado pelo CXI à Superintendência dos Esportes e do Lazer (Sudel). Esse projeto, coordenado pelo Clube, visa disseminar o xadrez na rede de escolas municipais (cerca de 52.000 alunos em mais de cem escolas), criar pólos de xadrez escolar e fazer treinamento individualizado com os que mais se destacarem. É objetivo da Sudel ter no mínimo 100 enxadristas das escolas municipais disputando os Jogos Escolares de Imperatriz em 2002.

 

SESC – ITAQUERA – São Paulo – SP - Festival Gigante 2003

O Festival Gigante foi realizado no Sesc Itaquera com apoio da FPX.
Datas, dias 22 (categorias até sub 12), 23 (categorias até sub 18 e 24/5 (categorias absoluto e professores). Aproximadamente 1750 inscritos, sendo 650 no dia 22, 1050 no dia 23 e 150 no dia 24. Subdividido em 23 categorias. Premiação individual com medalhas, variando de acordo com o número de participantes. Premiação por equipes: troféus até o quarto lugar, um painel magnético para a 1ª equipe e um relógio para a 2ª equipe. Livros Xeque-Mate, Xadrez nas escolas para os melhores colocados. Árbitros Gerais: Herman Claudius e Marius. Gerente do SESC Itaquera: Antonio José Zacharias Gerente Adjunto: Mario Augelli Coordenador de Programação SESC Itaquera: Jonadabe Ferreira da Silva - Técnico responsável pelo evento: Nivaldo Troiano - O evento integra o programa Mundo Mágico do Xadrez, iniciado em junho/2002.

OBS.: Embora este não tenha sido um evento especificamente destinado para o público escolar, uma boa parte dos inscritos é constituída de jovens que estão na escola.
OBS.: Na previsão “cautelosa” (!?) do realizadores do mesmo evento e seus gerentes (Nivaldo Troiano e equipe) para a edição do ano em curso, a distribuição de vagas obedecia ao seguinte esquema:
CATEGORIAS VAGAS
Sub-8 a Sub-12 1200
Sub-13 a Sub-18 1500
Absoluto e Professores 300
Um total de 3000 vagas!!!
OBS.: As atividades desse tipo no SESC exigem que os jovens envolvidos demonstrem que estão cursando algum nível escolar. Se não estiver estudando, não entra!

INTERNET

Uma pesquisa sobre “Xadrez Escolar”, usando o Google, o mais prestigiado e abrangente mecanismo de buscas na Internet, revelou que na data recente do dia 9 de maio de 2004, existiam 1140 páginas ativas, em português, sobre o tema, sendo 1060 no Brasil!
Uma pesquisa sobre o termo equivalente “Scholastic Chess”, varrendo a Web, encontrou 11.700 links disponíveis em todo o mundo, mas redigidos em inglês.

FPX  Fazendo Xadrez de Base- 2001-2004

Em 5 de maio, deu-se  início às Oficinas de Xadrez no Projeto Mais Esporte da Secretaria de Esportes da Prefeitura Municipal de São Paulo. Serão 4320 horas aula de xadrez durante o primeiro ano de projeto.  Trinta núcleos, inicialmente fazem parte do projeto, dos 89 existentes. Dezessete monitores capacitados pela equipe da FPX estão ministrando  oficinas. Todos os núcleos estão com livros(foi editado  o livro XEQUE-MATE personalizado para este projeto), peças e murais disponíveis. Este projeto tem como principal objetivo tirar as crianças das ruas no horário que não estão nas escolas.

Capacitação de Professores/Monitores de xadrez - Nos dias 26 e 27/04 foi realizado no SESC Itaquera um curso de capacitação de professores em xadrez, organizado pelo SESC Itaquera em parceria com a Federação Paulista de Xadrez.  O curso foi ministrado pelo professor Luiz  Loureiro, com carga horária total de 16 horas.  57 participantes.

 Uma portaria conjunta da Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer e Secretaria da Educação,  atesta que na Olimpíada Colegial de 2003, o xadrez se faz presente entre 7 modalidades.

FPX capacita mais 58 professores da rede escolar municipal de Americana (James de Toledo e Luiz Loureiro - fevereiro). O primeiro curso de capacitação de professores foi realizado em março de 1995 ( Luiz Ruppel e Rodrigo Disconzi), o segundo para  professores da rede estadual foi ministrado em março de 1997 (James Mann de Toledo e Juliana Kamada Toledo).

FPX capacita (fevereiro), em curso avançado,  22 professores da rede municipal de Hortolândia. Eles fazem parte dos 86 professores capacitados em 2002.

FPX irá capacitar mais professores da rede municipal da cidade de Itupeva, em abril. Primeira
capacitação foi feita em 2002.

FPX capacitou mais de 380 monitores da FEBEM desde dezembro de 2001, para ensinar xadrez em sus unidades. Ultima turma em janeiro.

FPX dotou mais de 200 escolas estaduais,  municipais, e entidades beneficentes,  de kits de xadrez (mínimo de 10 por escola ou entidade). Hoje temos uma lista de pedidos de mais de 80 escolas.

Mais de 2000 professores ou monitores já foram capacitados pela FPX.

A cidade de Hortolândia – SP –  tem toda a sua rede de ensino público, tanto as escolas municipais quanto as estaduais, oferecendo curso de xadrez para os cerca de 3 mil alunos de todas as séries. Assim também acontece em Itupeva, com alunos até a Quarta série e também com todos da cidade, de porte muito maior, de Osasco!!
OBS.:
1. Somando os números acima apresentados, mas somente nos indicadores mais seguros (ou seja, aqueles derivados dos projetos em andamento ou já encerrados e com “contabilidade demonstrada”) vamos nos aproximar de 55 mil estudantes assumindo xadrez, seja em sala de aula, seja em competição. Volto a advertir que a listagem compilada foi um mostruário do que se passa no país, estando ainda bem longe de representar sequer um esboço de “censo” do xadrez escolar no Brasil. Por isso, podemos ter absoluta certeza de que os números verdadeiros vão bem além desse montante. Quiçá, a cifra real aponte que estamos nos aproximando dos 100 mil alunos de xadrez “brazucas”, ao ano, em projetos oficiais e particulares!
2. Os projetos lançados em vários estados do Brasil, até com suporte federal, mas ainda não implantados e que somente têm a oferecer suas próprias projeções numéricas de público-alvo (ou, digamos, desejos prévios de “auto-sucesso”) não foram contabilizados na soma do item 1. Tais projetos apresentam seus objetivos numa escala astronômica, como o Xadrez nas Escolas, de Minas Gerais, que antecipa agregar 25 mil alunos; não obstante a forte impressão causada, esse é um número que empalidece diante dos vinculados ao Projeto Nacional de Xadrez , a ser bancado e gerido através do Ministério do Esporte, que propõe abordar até 600 mil (!!!) crianças e jovens nas escolas e comunidades carentes. Mesmo o de Batatais, com seus aparentes modestos 3 mil alunos, acaba revelando-se um objetivo desafiador de ser atingido, em vista da população escolar da cidade e da população total da própria cidade!? De modo semelhante, encontramos Itaúna, MG, com seus prognosticados 4.200 alunos a serem convincentemente abordados.
3. É óbvio que estou pressupondo que todos os dados que coletei em fontes “assumidas” e oficiais são fidedignos e exatos.
4. O presidente da Federação Paulista de Xadrez,  José Alberto Ferreira dos Santos, estima que cerca de 1,5% dos alunos do ensino elementar e secundário do país tenham algum envolvimento com projetos de Xadrez na escola e que há algo como 3000 professores do sistema escolar do estado de SP usando o Xadrez  como parte de suas atividades adicionais e ensino. Além disso, ele computa que  entre 12 e 15 mil jovens participam de torneios no estado a cada ano, um número superado talvez apenas pelas modalidades de Futsal e Atletismo. Como há no Brasil, segundo levantamento do ano de 1996, cerca de 33.130.000 estudantes no nível elementar e mais 5.740.000 de outros no nível médio, com o total de 43.870.000, o percentual de 1,5 implica que cerca 650 mil crianças e jovens estudantes, em todo o país, sejam em escolas públicas ou privadas, tem contato e praticam xadrez!? À primeira análise, esses algarismos podem parecer “demais” para lidar e assimilar, já que temos que recordar que o Brasil peca por grandes desequilíbrios e que toda ação em pró do Xadrez Escolar é muito recente e que conta raramente com o apoio articulado da mídia!? Com a mídia “do lado”, com uma “Xuxa” ajudando a jogar xadrez nas Escolas, superar tais números e multiplicá-los por dez, não seria mais considerado uma heresia ou um sonho descontrolado! Contudo, já que o expediente diário da federação funciona como uma caixa de ressonância da mobilização intensa de escolas e grupos de comunidade do estado, requisitando serviços e material (“kits”), pedindo orientação, comunicando eventos e promoções localizadas por todo São Paulo e buscando informações de toda a ordem sobre xadrez, num ritmo, às vezes ininterrupto de quase um “call-center” ou escritório central de uma grande empresa, o presidente Ferreira dos Santos tem um “termômetro” interno que funciona como bom indicador da procura geral, e por ele tem como medir essa “febre” tão intensa quão positiva do xadrez escolar que vivemos! E como, de fato, os números confiáveis e verificáveis têm surpreendido continuamente a todos nós...tais dimensões podem refletir uma avaliação próxima da verdadeira ou, pelo menos, uma projeção factível para futuro iminente!

XADREZ ESCOLAR – O TRABALHO INDIVIDUAL DOS PROFESSORES
Todos os projetos listados e comentados acima, quase sempre, resultaram de iniciativas institucionais envolvendo órgãos promotores que são, por regra geral, ligados a secretarias de educação e esporte, municipais e estaduais (em certas ocasiões, órgãos federais) e são executados e gerenciados através das federações estaduais. Contudo, esse não é o retrato inteiro da face integral do xadrez escolar no Brasil, pois ainda existe o importante trabalho – tanto em escala quanto em qualidade – dos professores individuais, das “andorinhas sós” que, neste caso, ao contrário do provérbio, fazem de fato o verão! Mas, obter o registro e os dados desse tipo de trabalho é especialmente problemático e incerto: as federações não se interessam em fazer o rastreamento devido e tal ação individual quase nunca é divulgada em algum tipo de site ou homepage na Internet ou publicada em alguma outra forma mais tradicional. (Nessas condições, um professor já tem trabalho até demais para ainda produzir um site e atuar como “webmaster”!) Mesmo assim, ainda que num modo inicial quase simbólico, gostaria de registrar o trabalho destes profissionais que vão também “evangelizando” as massas escolares com a boa nova do xadrez. Para tanto, destaco três “casos típicos” e faço uma breve menção das atividades equivalentes no nível universitário.

Um Professor faz uma cidade! – Jales - SP - 2001


Prof. José Carlos com um de seus alunos campeões.

 

 

 

 

 

 

 

 


A carreira de professor de xadrez de José Carlos Gonçalves Pereira é longa e evoluiu com o desenvolvimento alcançado pelo enxadrismo de sua cidade natal - Jales, interior de São Paulo -, cuja trajetória evolutiva foi impulsionada por ele. O início se deu ainda no ano de 1985, quando começou a ministrar aulas em um clube social de sua cidade. Com o tempo, percebeu que ficar restrito a um clube limitaria ainda mais o combate ao maior problema do jogo de xadrez em nosso país: a falta de popularidade! Além do mais, reforçaria o estigma elitista do nobre jogo, uma vez que sua atuação ficaria restrita somente aos privilegiados sócios do clube que tinha lhe contratado.
Trabalhou até 1990 neste clube. Depois, reuniu coragem, colocou um aluno substituindo-o e foi trabalhar na rede particular de ensino, conseguindo introduzir a modalidade no conceituado Colégio Objetivo, que lá funciona com uma cooperativa de ensino. Porém, ainda assim percebia que seu trabalho estava longe daquilo que realmente almejava, que era a democratização do ensino para a maioria das crianças do lugar onde vivia. A saída de um clube social para uma escola particular freqüentada somente por crianças de classe média alta incomodava-o. Algo lhe dizia que um dia teria que tentar um projeto mais ambicioso, implantando o xadrez na rede estadual de ensino. Mas como fazer isso se não poderiam remunerá-lo?
Então, a saída foi trabalhar como amigo da escola na rede pública; aliás, foi pioneiro neste tipo de trabalho voluntário em sua cidade, uma vez que esse termo ainda não existia até então. Como o trabalho não era remunerado, ele se mantinha com o emprego de funcionário público federal do IAPAS.
Foi uma revolução, de 15 a 20 alunos que possuía no clube social e de aproximadamente 50 que tinha na escola particular, passou a lecionar xadrez para cerca de 600 estudantes, em três escolas públicas! Um trabalho árduo, mas gratificante e produtivo.
Dessa iniciativa surgiram campeões regionais, estaduais e de maneira inédita, dois campeões nacionais sub10, quando da disputa do Campeonato Brasileiro Escolar em Batatais, no ano de 1999. Além disso, ficou comprovado que seus alunos melhoraram o rendimento escolar, sendo, inclusive matéria da Rede Globo de Televisão no projeto Brasil 500 anos - como se muda um país através da educação.
Animado com esse sucesso, largou o emprego de funcionário público e foi tentar viver somente de xadrez. Fundou uma associação de xadrez, a APAENJ - Associação de Pais e Amigos do Enxadrismo de Jales -, juntamente com os pais de seus alunos, procurou patrocínios e parcerias com a prefeitura e delegacia de ensino.
No início de 2001, com as dificuldades naturais de continuar sendo amigo da escola, trabalho esse informal e voluntário, o delegado de ensino de Jales, o Sr. João Luis Sene, aprovou um projeto que lhe havia sido apresentado pelo Prof. José Carlos e inseriu, como opção, o curso de capacitação em xadrez na escola de magistério CEFAM, para que os futuros professores de ciclo I tivessem a oportunidade de enriquecer seus estágios em escolas de 1ª a 4ª séries com o jogo de xadrez.
Conta-nos o professor, que: "Foi um jeitinho de formalizar o projeto de xadrez escolar em Jales. Se de cima para baixo pouco se faz, já que o que vemos tradicionalmente é a retirada de matérias curriculares, como o foi com o latim, francês etc, lá fez-se de baixo para cima. Primeiro, mostraram que o xadrez desenvolve a inteligência não somente para se jogar xadrez, como disse um conhecido intelectual brasileiro".
Perguntado sobre qual o segredo do sucesso enxadrístico de Jales, o Prof. José Carlos responde com autoridade: "Deve-se ao exaustivo trabalho de enxadristas como eu, que tem de convencer políticos, empresários, dirigentes de ensino, professores, pais e sociedade civil a apoiar um esporte que não é popular no país do futebol. O que fizemos aqui em Jales é um processo que leva anos - às vezes até décadas! - e consome um esforço descomunal que só mesmo um apaixonado e abnegado entusiasta do xadrez pode fazer. E ainda assim, você tem que ter as condições ideais para fazer acontecer tudo isso que se passou aqui, pois no interior temos acesso mais fácil à imprensa (pela pequena quantidade de notícias que circulam em jornais e televisão local), mas numa cidade grande talvez o processo seja diferente do nosso".
Gérson Peres Batista – Clube de Xadrez On-line - 2001

NEXAPA E “MILK-XEQUE” !!
Já há oito anos, o Professor Carlos César Amorim trabalha dentro de escolas particulares do Rio de Janeiro, implantando projeto de ensino progressivo do xadrez. No presente, ele atua em 6 escolas e leciona xadrez para cerca de 500 alunos (!!), distribuídos em 23 turmas. Ele criou uma micro-empresa – NEXAPA – Núcleo de Ensino de Xadrez Professor Amorim – que também organiza a realização de torneios e apresentações de uma peça teatral sobre xadrez – MILK-XEQUE - da qual ele é um dos autores (o outro é Fernando Lomba) e que já vai tornando-se popular pelo país, graças às montagens realizadas.
O que é particularmente destacável no trabalho desse profissional é a forma amorosa e criativa com que ele lida com seus alunos, notadamente os bem menores, ao começar a apresentação e o ensino do xadrez. Valendo-se de sua formação teatral, ele mantém o interesse das crianças recorrendo a uma apresentação bem vivaz, com muitas “Historinhas” associadas a cada tema do jogo que vai apresentando e durante as quais explora, de modo muito técnico, seus recursos de voz, como um ator de teatro costuma mesmo fazer! As crianças aprendem se divertindo e, assim, Amorim quebra a relação habitual de professor-aluno tornando tudo muito mais produtivo no curso.

JULIANA EM JUNDIAÍ
Juliana Kamada de Toledo é uma profissional conceituada, conseqüência direta de um respeitável currículo esportivo (no qual sobressaem ter sido integrante da equipe feminina Olímpica brasileira, seus inúmeros títulos nos Jogos Regionais e Abertos do Interior de São Paulo e destacadas atuações em finais de Campeonatos Brasileiros e Paulistas femininos) e também de seu desempenho histórico como técnica de xadrez do Tênis Clube Paulista, um importante centro formador de novos talentos na capital paulista. Mas. além disso, o trabalho como professora de xadrez em escolas particulares é uma parte fundamental de sua agenda e motivação. Tendo trabalhado durante cinco anos seguidos numa  prestigiada escola de São Caetano do Sul, agora ela dedica-se a conduzir a implementação de um projeto de ensino de xadrez ambicioso em outra escola, na cidade de Jundiaí. Nessa instituição, 250 dos 1000 alunos que a freqüentam, começaram a ter aulas de xadrez com a Professora Juliana no início do ano em curso. Juliana está lançando um livro, em co-autoria com seu marido, o  MI James Mann de Toledo, destinado ao público miúdo e ainda dedica-se a um Curso de Mestrado, para aprimorar ainda mais sua capacidade pedagógica. O curioso é que no próximo ano, um dos prováveis alunos em uma de suas novas turma será um garoto de 7 anos, esperto e ativo, chamado Nicholas, seu filho! A família que joga xadrez unida...

NÍVEL UNIVERSITÁRIO
Embora não seja incluído nas referências típicas relativas à xadrez escolar, creio ser pertinente fazer um breve registro de que há atividade organizada de ensino no nível universitário em poucos estados. Por exemplo, alguns destacados profissionais de São Paulo, como os MI (s) James Mann de Toledo (Santa Casa de Misericórdia),  Jefferson Pelikian (Escola Paulista de Medicina, uma entidade federal) e o professor Antônio C. Resende (Universidade de São Paulo- Pinheiros) estão mantendo cursos regulares em faculdades e outras instituições de nível superior da capital, em geral com uma ou duas turmas de formandos de diversas especialidades e disciplinas em cada local. Antes deles e provavelmente ao lado de outros aqui não indexados, atuaram no ambiente universitário o Prof. Wagner Madeira e o MI Mauro de Sousa. Esse é um “nicho” que também precisa ser mais exatamente registrado e quantificado em qualquer avaliação futura do tema! Os Jogos Universitários Brasileiros – JUBs- já foram prestigiados e muito concorridos, com equipes de vários estados escalando jogadores de primeiro nível nacional e finalistas de Campeonatos Brasileiros Absolutos! Hoje, já não é  mais assim.

JEB’s – JOGOS ESCOLARES BRASILEIROS
Tal competição também já foi uma interessante e ansiada prova para jovens valores em idade escolar competirem, em nível nacional. Basta ilustrar que muitos dos melhores jogadores do país, com idade inferior a 18 anos, em cada ano, já competiram nesse torneio. Me recordo, por exemplo, que alguns desses, vindos do Rio de Janeiro, eram o GM Darcy Lima, o atual bi-campeão estadual Diego Berardino e valores de enorme talento com Francisco Sampaio, Hermes Amílcar Machado Jr. e o já falecido José Soares Másculo. De São Paulo, cito o GM Gilberto Milos, o Mis Jefferson Pelikian e  Marcos Paollozzi. Como era valorizado, motivava as federações estaduais ou outros órgãos, como secretarias de esporte ou educação a organizarem melhor o movimento em torno do xadrez escolar. Nos últimos anos, contudo, o próprio evento perdeu importância e já não representa mais uma data importante no anuário esportivo da garotada e dos jovens.  E isso também ocorreu devido à valorização dos Campeonatos  Brasileiros de Idade (que levam aos respectivos Mundiais, com viagens internacionais!?) e dos Brasileiros Escolares (idem!), realizados independentemente dentro do calendário da CBX.
Literatura e Sites Recomendados sobre Iniciação ao Xadrez e Xadrez Escolar.
Literatura:
1. Viaje al Reyno del Ajedrez – Y. Awerbach & M. Beilin – Editorial Progresso – Moscou – URSS (1979) OBS.: Em espanhol.
2. ABC do Xadrez  - Petar Trifunovic – Editorial Presença – Lisboa – Portugal (1980)
3. Xadrez – Cartilha – Antônio Villar de Sá, Sandro H. Trindade, Antônio Bento Lima Filho, Adriano Valle de Sousa – CBX/MEC/SEDES – Brasília – DF – Brasil (1993)
4. Xadrez Primeiros Passos – Módulos I, II, III – Augusto Tirado & Wilson da Silva – Fundepar – Curitiba – PR – Brasil (1994)
5. The Complete Idiot’s Guide to Chess – Patrick Wolff – Alfa Books – Macmillan – Indianapolis – EUA (1997) OBS.: Em inglês.
6. Xadrez – Da Escola aos Primeiros Torneios – Volume I – Paulo Giusti – Editora Barcarola – SP – Brasil (1999).
7. Xeque-Mate – O Xadrez nas Escolas – Gilberto Milos Júnior & David D’Israel – Editora Adonis – SP - Brasil (2000)
8. Xadrez para Crianças – Regina Ribeiro & Fernanda de Souza  Loth – Editora Todo – SC – Brasil (2003)
9. Iniciação ao Xadrez para Crianças – P. Castro &   O.Pollan & C. Couba & Maria Girona – Editora Artmed – RS - Brasil (2003)
10. Xadrez para Crianças – P. Girona &  O.Pollan & C. Comba & M. Girona & J. Casanova – Editora Artmed – RS – Brasil (2003)
11. Xadrez para Todos – J. Mann de Toledo & J. Kamada de Toledo – Editora Adonis – SP – Brasil (2003) OBS.: Em lançamento.
Sites:

FIDE: www.fide.com

CBX: www.cbx.org.br

FPX: www.fpx.com.br

GM. Gilberto Milos: www.milos.com.br

Clube de Xadrez On-Line: www.clubedexadrez.com.br

Internet Xadrez Clube: www.ixc.com.br/welcome.php

Centro de Excelência de Xadrez: www.xadrez.org.br

Brasília Clube de Xadrez: www.persocom.com.br/bcx

Edami: http://ajedrez.educared.net

 

Rio de Janeiro
 Maio 2004
Luiz Loureiro

 



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